Primeira postagem do ano e eu não estou muito otimista, como sempre, diria minha mulher. Mesmo assim eu mantenho a fé na vida e, principalmente, em Deus. Sei que meu amigo não nos abandonou. Independente disso seguimos como frutos de nossas escolhas. Eu por exemplo escolhi melhorar, cada dia um pouquinho por vez, pretendo ser melhor. A vida merece.
Hoje mesmo, depois de décadas - oh meu Deus, eu já falo em décadas - fui a Paquetá. A ilha continua uma graça, cheia de paisagens belas e deslumbrantes. Casas lindas que afirmam claramente que os proprietários não são fracos. Até o governador tem sua ilha particular ali de frente pra praia da Moreninha do Alencar, com sua inscrição nada convidativa: não aproxime-se. Como um menino obediente que sou, respeitei a placa. O mar estava ótimo, apesar das gigogas e daquela espuma estranha. Resolvi não reclamar, minha deusa estava radiante e eu queria dar a ela um dia especial.
Continuando as peripécias do ano fui ver Avatar. Fui meio a contragosto, achando que o filme seria só um desfile de computação gráfica em 3D. Aproveito pra confessar que nunca tinha visto um filme em 3D e achei a sensação bem diferente. Mas o filme não era só isso, diverte e, se você quiser, pode fazer pensar. Pra resumir de maneira bem sintética foi como se espanhóis tivessem levado porrada dos astecas. Além disso faz perguntar será que nós, raça humana, merecemos mesmo continuar? Também vi 2012, numa sessão não ortodoxa, com péssima qualidade e, apesar da aguá com açucar esperançosa holiwoodiana, também tive a mesma impressão. Foi tão forte que gerou a próxima crônica deste blog.
Ano novo novas oportunidades pra continuar vivo. É isso que pretendo nesse ano, viver melhor a cada dia, aproveitar a beleza da vida, reclamar menos - estou até fazendo um programa reclamação zero que depois eu explico -, continuar respirando e seguir com minha política: se me deixarem entrar, tô dentro.
Beijos a todos.